Entrelinhas em ação

30 de outubro de 2011

O ENTRETODOS marcou presença em dois coletivos da periferia de São Paulo: o Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, na Penha, e o Quilombaque, em Perus. A proposta Entrelinhas em Ação.

Na Penha, a sessão aconteceu no dia 23/09, em um dia de ensaio do grupo, para cerca de 30 pessoas. Foram exibidos os curtas “Uma”, “Olho de Boi”, “A conquista do espaço”, “Irene” e “Pregadores”. O debate perpassou diversas
questões, como a presença de um novo olhar para a religiosidade implícita estetica e narrativamente em alguns filmes, os conflitos do corpo, a incompreensão no tratamento de alguns temas, como no caso de Irene, os conflitos da cidade.

Em Perus, no Quilombaque, a exibição dos curtas aconteceu durante uma reunião sobre um projeto do parque linear para a região, que tem preocupado os moradores.  Os curtas “Olho de Boi”, “Pregadores”, “Sinal Fechado”, “A dama do Peixoto” e “Mostra-me”  foram exibidos para cerca de 25 pessoas.

itinerâncias

23 de outubro de 2011

Nesta quarta edição mais uma vez o ENTRETODOS contou atividades itinerantes, que ampliaram o alcance das discussões sobre direitos humanos. Os curtas metragens foram exibidos em diversos pontos da cidade e além, chegando a um grande número de pessoas.

A Associação Ninho Criança Esperança recebeu, em três dias de mostra, dezenas de pessoas. A programação contou com a apresentação dos curtas selecionados para a 4ª edição do festival e com o apoio da Associação Asé Ylê do Hozooane. As duas instituições localizam-se na Área de Proteção Ambiental – APA Bororé-Colônia –, no distrito de Parelheiros, no extremo sul de São Paulo.  A Associação funciona desde 1997 e desenvolve projetos sociais de formação e desenvolvimento a partir da equipe de colaboradores, expandindo para as crianças, pré-adolescentes, jovens e núcleo familiar; com o intuito de contribuir a médio e longo prazo na busca e na construção de seres humanos pro ativos e responsáveis frente à vida familiar e comunitária onde estão inseridos.

Na Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), no Parque Ibirapuera, os curtas foram exibidos para dezenas de pessoas.

O Cineclube Perifacine reuniu mais de 600 pessoas em quatro dias de programação. Crianças assistiram à sessão infantil de curtas e participaram de bate papo com os professores sobre os filmes. Adultos também assistiram aos curtas. Depois de cada filme, alunos e professores identificavam semelhanças em seu cotidiano com as histórias exibidas. Questões como trabalho infantil, conciliação de trabalho e estudo e diferenças sociais surgiram para o debate.

O ENTRESCADAS, no Jardim Peri, projetou os curtas metragens exibidos no Núcleo de Proteção Psicossocial Especial (NPPE), na Escola Estadual Elza Saraiva Monteiro e no Cinescadão, na Avenida Masao Watanabe. Dezenas de pessoas participaram diariamente das atividades programadas. Segundo relato dos organizadores, os filmes proporcionaram oportunidade de reflexão sobre qual o papel das pessoas diante de um quadro de exploração do ser humano por outro ser humano.

O Cine Cedeca, em Sapopemba, reuniu dezenas de crianças nos dias de exibição, através de uma parceria com o Perifacine. Crianças atentas assistiram aos curtas e voltaram para a sessão seguinte acompanhadas de amigos, engrossando a platéia. Os curtas preferidos, pela proximidade com os temas, foram “Esaú o catador de história”, “A conquista do Espaço”, “Sinal Fechado” e “A fábula da Corrupção”. Também foi feita exibição para educadores, técnicos e frequentadores do espaço. Os filmes que mais geraram debates foi “Sinal fechado e “Entrevãos”, pessoas comentando a respeito da vida que levam os vendedores ambulantes e a relação das pessoas do interior com a cidade grande.

Em São José dos Campos, o Núcleo Ação e Pesquisa Audiovisual (NAPA) e o Instituto Magneto Cultural realizou exibições em sete locais (SENAC, EMEF Maria Amélia Wakamatsu, Instituto Magneto Cultural/ CAC Walmor Chagas, Escola Natural Vivencia, Oficinas Culturais Altino Bondesan, Livraria Literacia e Museu do Folclore), reunindo centenas de pessoas.  As reflexões geradas pelas exibições e bate papos foram muito além da expectativa e o SENAC mostrou interesse em sediar novamente a mostra do festival em 2012, com maior comprometimento em ampliar o público diretamente atingido.

Em Salto, as exibições aconteceram na Faculdade de Comunicação, Artes e Design, no Cineclube CEUNSP. Mais de cem pessoas assistiram aos curtas. O público era composto na sua grande maioria por Jovens e adultos.

encerramento do ENTRETODOS com Criolo

26 de setembro de 2011

O Parque da Aclimação foi o local escolhido para o anúncio dos vencedores da quarta edição do Festival de Curtas Metragens de Direitos Humanos ENTRETODOS.

Domingo, clima friozinho e parque cheio para conferir os ganhadores e o show de Criolo, que encerrou esta edição do Festival.

Criolo se apresenta no encerramento do ENTRETODOS - foto Sergio Jeronymo Jr

O júri escolheu como melhor curta “A Dama do Peixoto”, de Allan Ribeiro e Douglas Soares. “Cellphone”, de Daniel Lisboa, levou os prêmios de melhor roteiro e mochileiro. O ganhador do Mochileiro torna-se um viajante, levando os curtas e o debate a diversas localidades, ampliando ainda mais o alcance do ENTRETODOS. A informação viaja na mochila, abrindo novos espaços e fomentando a discussão do tema Direitos Humanos.

Diego Lisboa recebe os prêmios pelo irmão, Daniel - foto Sergio Jeronymo Jr

Já o curta “Irene”, de Patricia Galucci e Victor Nascimento, levou os prêmios de diretor estreante e júri popular.

Victor Nascimento recebe o prêmio de Célia Whitaker e José Gregori - foto de Sergio Jeronymo Jr

O prêmio Visão Social foi arrebatado pelo curta “Entrevãos”, de Luísa Caetano.

Criolo comanda a galera - foto de Sergio Jeronymo Jr

O show de Criolo marcou o encerramento desta edição do ENTRETODOS.

escolhas difíceis

25 de setembro de 2011

O juri do ENTRETODOS se reuniu no dia 23 de setembro para definir os curtas ganhadores desta edição do Festival. A escolha sempre é difícil e gera debates muito ricos em torno de questões relativas ao audiovisual e, principalmente, aos direitos humanos.

reunião do júri - foto de Sérgio Jeronymo Jr

Estiveram presentes à reunião os jurados Soninha Francine, Débora Diniz, Kiko Goifman, Renata Falzoni, Alice Miceli, Cao Hamburger, Eugênio Bucci, Mari Corrêa, Rogério Baptista Dias da Silva e Simone Yunes (representando Danilo Miranda, do Sesc); os curadores Manu Sobral e Jorge Grinspum, além do presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos da Prefeitura, José Gregori, e Célia Whitaker.

Os curtas escolhidos receberão, além de premiação em dinheiro, troféus ENTRETODOS criados por Berbela.  Em Paraisópolis, Antonio Edinaldo da Silva, o Berbela, transforma restos de sucata em belas réplicas de animais, plantas e personagens. Pedimos a ele que soldasse o mascote “Tuti” nestes belos troféus:

troféus ENTRETODOS cunhados pelo artista Berbela - foto Sergio Jeronymo Jr

oficina de arte de rua com Sinhá

18 de setembro de 2011

Sábado e domingo, Cidade Tiradentes, dezenas de jovens participam da oficina de arte de rua com Sinhá, dentro da programação do ENTRETODOS. Depois de conversa ligeira na Estação da Juventude, saíram todos rumo ao desafio – preencher um enorme muro branco com diversidade. Os registros do fotógrafo Sergio Jeronymo Jr estão aí pra mostrar o clima:

Estação da Juventude - onde tudo começa

Sinhá confere o talento da moçada

indo pra rua...

o muro vai sendo colorido

O muro quase pronto

Clique aqui e espie o clima da oficina da Sinhá, que acontece nos dias 17 e 18 de setembro, no flickr do ENTRETODOS.

bomba de consciência

8 de setembro de 2011

No dia 22 de setembro às 21h, no CineSesc, Débora Diniz, Alice Miceli e Roberto Baptista Dias da Silva estarão numa mesa de debate mediada por William Saad.

Duas grandes questões da Humanidade, a Bioética e a Energia Nuclear, seus desdobramentos dentro e fora do corpo humano, serão a pauta desta mesa bombástica.

ALICE MICELI, brasileira, residente em Berlin, é artista plástica. Trabalhou por mais de quatro captando imagens da radiação na Zona de Exclusão de Chernobyl.Inventou uma câmera revestida de chumbo e sensível aos raios gamma. São raios invisíveis emitidos pela radiação nuclear dentro e fora das Zona Excluídas.

DÉBORA DINIZ é a garota ENTRETODOS, três vezes campeã em nossa competição. É antropóloga, militante e documentarista. Diretora de diversos curtas premiados e autora do livro “Bioética sob as lentes do Cinema”. Trabalha sobre questões de fronteira, os limites entre corpo social regido por leis e tradições, e, o corpo humano regido por leis fundamentais, muitas vezes violentadas pelo poder institucional.

ROBERTO BAPTISTA DIAS DA SILVA é advogado, mestre e doutor em Direito
Constitucional. Atua como professor dos cursos de graduação, especialização e pós-graduação em Direito da PUC/SP, e como advogado na área de biodireito e direito público. Realizou importantes pesquisas sobre a eutanásia e sobre os direitos das crianças e dos adolescentes.

WILLIAM SAAD é médico, professor titular de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Botucatu (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), e professor emérito e coordenador do curso de pós-graduação / mestrado em Bioética do Centro Universitário São Camilo. Atuou como coordenador do processo de elaboração das Resoluções sobre Ética na Pesquisa, e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – CONEP (1996 a 2007).

Criolo dá nó na orelha do ENTRETODOS

7 de setembro de 2011

Kleber Gomes, o Criolo, está entre nós em 2011. Nesta quarta edição do ENTRETODOS, no dia 25 de setembro, quando serão conhecidos os vencedores do Festival, o talentoso compositor de composições contundentes e letras bem construídas traz versos habilidosos como MC sem necessariamente usar rimas. Prefere vocais que surpreendem pela beleza e versatilidade.

Paulistano nascido em Santo Amaro e Criado no Grajaú, Criolo mistura agressividade, humor e delicadeza para criar o aguardado trabalho “Nó na Orelha”, compondo e entoando gêneros diversos como samba, afrobeat, bolero, reggae, rap e romântico.

Aos 35 anos, 23 dedicados ao RAP, Kleber Gomes lançou o primeiro álbum de canções. Filho do metalúrgico Cleon Monteiro e da professora de filosofia Vilani Cavalcante, Kleber trabalhou nas lojas Americanas, vendeu calçados no Dic, cocadas na rua e roupas de porta em porta. Cursou alguns anos das faculdades de Artes e Pedagogia e aos 18 anos começou a dar aulas para alunos do ginásio e colegial de escolas da rede pública do Grajaú.

Criolo escreveu seu primeiro rap aos 11 anos e sua primeira canção aos 25.  “Ainda há Tempo”, seu primeiro registro em estúdio, em 2006, trazia apenas uma canção, ”Aprendiz”. Mesmo sem lançamento oficial, a tiragem de mil unidades esgotou em poucos dias. Apreciador de sambas e fados e compositor compulsivo, Criolo aguardava a oportunidade de apresentar suas canções em um disco produzido de modo diferente do consagrado pelos talentosos beat-makers de seu universo.

Nó na Orelha” está aí, pra todos nós, ENTRETODOS. No dia 25 de setembro, Parque da Aclimação (Rua Muniz de Souza 1119) às 14h.

para a criançada

7 de setembro de 2011

"A Ilha de Cachalote"

No dia 24/09, sábado, às 11h, o CineSesc abriga uma sessão infantil do Festival de Curtas Metragens de Direitos Humanos ENTRETODOS, já em sua quarta edição.

"A Fábula da Corrupção"

A garotada poderá assistir seis curtas, numa sessão que dura aproximadamente 50’. São seis histórias que abordam as questões relativas aos direitos humanos no universo das crianças. Um garoto catador de lixo que brinca com um boneco encontrado na rua, que ganha vida. O cotidiano de uma criança de seis anos que vive numa capital brasileira uma rotina decompromissos em ambientes isolados, sendo o espaço urbano externo a estes ambientes proibido a ele. Uma fábula sobre a corrupção. Dois náufragos à espera. A resposta para a questão: de onde vem a água do rio? A história de Naiá, jovem índia que se apaixona pela lua ao ouvir da anciã de sua aldeia a história do surgimento das estrelas no céu.

A entrada para a sessão é franca.

"De onde vem a água do rio?"

O ENTRETODOS acontece de 17 a 25 de setembro no CineSesc e na Matilha Cultural, além de promover sessões em vários outros pontos da cidade, em parceira com ONGs e instituições. O evento inclui mostras competitivas de curtas, debates com Cao Hamburger, Marçal Aquino e Beatriz Bracher, show do Criolo e outras atrações. Toda a programação é gratuita. O Festival é promovido pela Comissão de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo e pela FESP-SP, com apoio do CineSesc, Matilha Cultural, UNESCO, SPTuris, Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Subprefeitura de Cidade Tiradentes e SPTuris. Informações: www.entretodos.com.br

FICHAS TÉCNICAS DOS CURTAS DA MOSTRA INFANTIL:

ESAÚ, O CATADOR DE HISTÓRIAS – Direção: André Dias/ Ano: 2011/ Duração: 10’/ Captação: Scanner/ Fotografia: Ricardo Felipe Dias Araujo/ Som: Ewelter Rocha/ Edição: Elton Vilar/ Sinopse: Garoto catador de lixo, enquanto todos dormem em sua casa, embarca em uma fantástica aventura acompanhado de um boneco sem braço que encontrou na rua e que na ocasião ganha vida.

A CONQUISTA DO ESPAÇO – Direção: Chico Deniz/ Ano: 2010/ Duração: 16’/ Captação: 35mm/ Fotografia: Alberto La Salvia/ Som: Mateus Karasek e André Sittoni/ Edição: Chico Deniz/ Elenco: Iuri Timponi Muller, Márcia Ohlson, Henrique Castanheira dos Santos e Débora Rodriges/ Sinopse: O filme apresenta o ponto de vista de uma criança de seis anos que vive numa capital brasileira uma rotina de compromissos em ambientes isolados. Na escola, no carro ou no apartamento onde mora, Gabriel assiste por trás de sistemas de proteção uma realidade próxima o suficiente para ser percebida, mas distante demais para ser explorada. O espaço urbano é proibido do lado de fora das portas e grades. A Conquista do Espaço é uma expressão assumidamente clichê, muito utilizada na ficção científica e em atlas escolares, que aqui é emprestada ao drama moderno de sonhar com realidades excitantes e viver uma escassa liberdade. Neste contexto, a programação infantil de televisão é oferecida como opção, não de lazer, mas de êxtase e fuga. A imaginação da criança busca um antídoto para o choque de perceber que as naves espaciais e as viagens ao limiar do espaço nada mais são do que promessas de um mundo adulto irrealizável.

A FÁBULA DA CORRUPÇÃO – Direção: Lisandro Santos/ Ano: 2010/ Duração: 8’/ Captação: HD/ Fotografia: -/ Som: Fabrício Licks/ Edição: Guto Bozzetti/ Elenco: Carlos Cunha/ Sinopse: Em um armazém de beira de estrada, um homem vive em paz com seus animais de estimação: o cão vigia a casa, o gato caça os ratos e o jumento é o meio de transporte. No porão da casa habitam vários ratos que vivem roubando comida em quantidades tão pequenas que não prejudicam o negócio, mas a chegada de um rato estranho acaba com a harmonia do mercadinho.

A ILHA DE CACHALOTE – Direção: Christian Mariano/ Ano: 2011/ Duração: 20’/ Captação: MiniDV/ Fotografia: Piva Barreto/ Som: Leo Bittencourt/ Edição: Christian Mariano e Uttara Arpana/ Elenco: Waldir Nogueira, Christian Mariano Dartangan/ Sinopse: Solidão. Amizade. Esperança. Dois náufragos a espera de uma solução para suas vidas.

DE ONDE VEM A ÁGUA DO RIO? – Direção: Mateus di Mambro/ Ano: 2011/ Duração: 3’/ Captação: digital/ Fotografia: -/ Som: Jalver Bethônico/ Edição: Mateus di Mambro/ Elenco: Ainda Velloso Bethônico (narração)/ Sinopse: De forma lúdica, o vídeo oferece uma resposta científica a uma curiosidade bastante simples de uma criança: “de onde vem a água do rio?”

NAIÁ E A LUA – Direção: Leandro Tadashi/ Ano: 2010/ Duração: 13’/ Captação: HDV/ Fotografia: Thaisa Oliveira/ Som: Guile Martins/ Edição: Thaís Bologna/ Elenco: Liviane Arã Mirim de Lima (Naiá) e Brandina Benites Guarani (anciã)/ Sinopse: A jovem índia Naiá se apaixona pela lua ao ouvir da anciã de sua aldeia a história do surgimento das estrelas no céu.

Cine Palavras com Marçal Aquino, Beatriz Bracher e EDITH no dia 21 de setembro

7 de setembro de 2011

No dia 21/09, a partir das 21h, no CineSesc, o ENTRETODOS promove o debate “Cine Palavras” com Marçal Aquino, Beatriz Bracher e convidados do coletivo EDITH.

Quando o foco é na palavra, a presença de objetos cênicos podem “distrair” o espectador. Cada imagem, cada objeto, pode significar uma evasão do texto ou um acréscimo, acúmulo de significados, além da palavra.

Quando o foco é no personagem literário, o tom, a voz é o que desenha uma personalidade.

Já no cinema, um personagem em silêncio ou submerso numa trilha sonora, muitas vezes, revela mais sobre uma personalidade, sobre seus desejos, do que um diálogo, um monólogo ou uma descrição.

A dimensão física do ator presente no cinema incorpora o que na literatura seria uma dimensão abstrata.

É sobre esta relação da palavra escrita como essência criativa de um personagem, e, da presença física do ator e dos objetos que o compõem no cinema, que o nosso CINE PALAVRA debate.

Autores consagrados e uma cineasta dividem com o público suas experiências e impressões acerca das obras literárias brasileiras e contemporâneas, adaptadas para o cinema.

ENTREOUTRAS com Sinhá em Cidade Tiradentes

6 de setembro de 2011

Nesta quarta edição, o ENTRETODOS decidiu sair das salas para ocupar as ruas.  Este ano, a artista de rua Sinhá e seus oficinandos irão imprimir suas marcas na Cidade Tiradentes, em fachadas de COHAB, CDHU e muros abandonados.

Sinhá nasceu em Natal e grafita por todo canto, em “Singapuras”, marginais, barcos  a deriva, barracos, muros periféricos, fabricas vazias; as  suas personagens femininas.

Cidade Tiradentes, onde ocorrerá  a oficina Entreoutras, é um bairro planejado como um grande conjunto periférico e monofuncional do tipo “bairro dormitório” para deslocamento de populações atingidas pelas obras públicas (fim de favelas, construção de pontes, entre outros).

A idéia do Entreoutras é distribuir arte e cor no ambiente asfaltado e planejado da Cidade Tiradentes.

por Manu Sobral